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"DOCES ARREPIOS"

 


Casinha tortuosa
Fria e horrorosa
Jardim repleto de odores
Paraíso de muitos bolores

Morada façeira
De intrépidas feitiçeiras
Com seus caldeirões
Recheados de desfalescidos tubarões

Munidas de possantes vassouras
No céu desfilam
Entre nuvens turquesa
Seu fél destilam

Amigas das assombrações
Especialistas em conspirações
Quadris redondos
Feito botijões

Bocas desdentadas
Varizes escondidas sob anáguas
Risadas guturais
Em tocaia nos matagais

Mulheres diabólicas e trambiqueiras
Por onde passam são encrenqueiras
Planejam incontáveis maldições
Trancadas em porões
De centenários casarões

Suas perucas abrigam morcegos
Gatos pretos e percevejos
No teto da mansão
Sobrevoam nuvens púrpuras
Raios, trovões e criaturas
Horripilantes
Que povoam pesadêlos
Eletrizantes

Feiticeiras são fantásticas videntes
Com suas bolas de cristal mágicas
Conseguem enxergar o futuro
Só com coisas trágicas

Quando fazem uma festa
É um desfile de narizes pontiagudos
Vestidos rodados
Vampiros embriagados
Verrugas na testa
Conde Drácula fazendo seresta
Personalidades excêntricas, nada modestas

Na casa delas não falta diversão
Mas se for convidado
Tome cuidado
Com a empolgação
Pois você pode se tornar ingrediente
Para a próxima poção!

(Simone)
 

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