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"ESPELHO MEU"



A paralisia do rosto
Revelava a carga
De incontáveis desilusões

O ser tornou-se mudo
Na inércia da dor

Olhos vazios de significado
Lábios sufocados
Corpo mal amado
Esquecido por todos
Dilacerado pela tortuosidade
Das experiências vividas

Existência oca
Esperança morta

O viver se revela
Um fim intransponível
Áspero e severo
Agonia sem descanso
Desencanto...

(Simone)

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