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"SUPERSTIÇÃO"


 
O gato estava sempre na penumbra à contemplar minuciosamente movimentos, momentos e sentimentos. Quando observado, seus olhos tornavam-se lânguidos e cínicos. Temperamento arredio, selvagem, indomável, áspero.
 
Movia-se pela casa lentamente esbarrando nas encostas das paredes. O corpo esgueirava-se por entre as frestas como que sem ossos. Defensivo, comportava-se como um fugitivo procurado à alta recompensa. Seu pelo era da mais negra tonalidade. Escuridão de um eclipse. O gato era um ser sombrio e gélido. Expressão questionadora. Parecia à tudo e à todos criticar implacavelmente e condenar sem remorços. Mensageiro de maus presságios, atraia tormentas e inspirava pesadêlos devastadores na inquietude das longas noites assombradas. Ser mudo, transtornado ... Para muitos, amaldiçoado ...

(Simone)

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