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"TEMPORAL"


Vento frenético
Sem tempo para ser brisa
Avança por entre as encostas
Provocando arrepios


Nuvens pesadas
Divorciam-se da alvidez
Mergulhando
Na escuridáo profunda

O céu transforma-se
Num caldeirão de intempéries
O fim da tarde angustiado
Anuncia a tormenta

Relâmpagos iluminam o horizonte
Trovoadas rugem
Em vozes guturais
Por entre as nuvens
Que se degladiam desorientadas


A chuva começa
É densa, pesada, sôfrega
Os seres terrestres
Buscam abrigo

Os amplos campos
Onde a mata é virgem
Regozijam-se embriagados
Pela chuva de prata
Que cai em desalinho
E abundância


A natureza exibe o seu poder
De estremecer e energizar
O temporal se desfaz
Apressado como veio
Deixando sua marca
Em árco-iris

Encantadora aquarela!

(Simone)

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