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"UM JECA NA CIDADE GRANDE"


O jeca deixou a roça e foi descobrir a cidade grande. Chegando lá, sentiu estar numa outra galáxia. Era tudo surreal, assustador, acelerado, barulhento e por demais povoado.
O jeca quando viu os carros pensou:
"-Nossa! Essas carroça daqui anda sem cavalu!!!"
Olhou incrédulo os edifícios:
"-Nossa sô, a gente colhe umas spiga grande lá na roça mas esti spigão aqui até deixa a genti vesgu só di olhá prô tamanho deli!"
Viu os homens de gravata:
"-Aqui os homi anda cun corda nu pescoço? Todos omi vai prá forca trabaiá???"
Viu um caixa eletrônico:
"-Essi povo aqui faiz brotá dinheru, sô! Qui sterco será que elis usa???"
Viu um telefone celular:
"-Essa genti stranha aqui achô um jeito de tê uma prosa cun us marcianu!!! Coisa maluca!!!"
O jeca voltou para a roça ainda embasbacado com tudo o que viu na cidade grande. Contou para os outros jecas o que viu: carroça com 400 cavalos invisívis, "ispiga" do tamanho de jacarandás, gente indo para a forca por livre e espontânea vontade, dinheiro brotá, engenhoca com voz de outro planeta."
Os jecas todos pensaram:
"-Essi povo da cidade é memu avançado! Nóis somu tudo das caverna! Mais nuns quesito a genti ganha delis:
-Nossas carroça num polui, nossas casa nun rui, nossus omi nun vira fruto d'arvi, nosso dinheru num brota mas quem si importa! E os nosso marciano sáo os sertaneju, que dáo inspiração prus beju. Eta sô!!!! A genti é qui somu feliz, afinar!!!"

(Simone)

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