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"MEDO"

 
Medo é franzino
Esquelético
Subjugado

Não suporta mudanças
Quer tudo sob controle
Previsível
Imperecível

Ser assustado
Sempre taquicárdico
Afobado
Abalado
Desorientado

O medo é companheiro íntimo
Da paralisia e ansiedade
Avesso à exposição
Não suporta pressão

O seu mundo é a inércia
Miséria da criação
Desnutrição
Estagnação

O medo é frio
Pálido
Angustiado
Acoçado, traumatizado

O medo é triste
Vive sob sombras
É monótono
Estéril

Ele estrangula a mente criativa
Se esconde em barrancos
Pelos cantos

O medo é pedra bruta
Onde for colocado ficará
Na penumbra do ser

O medo ecoa a solidão
Transpira fracasso
Atordoa os sentidos
Prá ele progressos são eventos malditos

Medo é angústia
A anguútia do querer mas não viver
Não tentar
Não mudar
Não extravasar

Medo acorrenta o ser
No vazio, na melancolia
Na mesmice da rotina
Do dia-à-dia

(Simone)

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