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"BRUXA DALVINHA"


Esta é a história de uma bruxa chamada Dalvinha. Dalvinha vivia numa densa floresta recheada de árvores contorcidas, façeiras e fofoqueiras. Flores multicores forravam o chão. Borboletas graciosas voavam cá e lá como bailarinas no teatro. A casa de Dalvinha não era muito grande, mas muito confortável. As portas e janelas falavam, as paredes riam, o teto era feito de geléia para atrair as abelhas. Como Dalvinha adorava mel, a presença das abelhas era sempre celebrada. O assoalho era feito de chocolate. O único inconveniente disto era que durante os dias quentes de verão, o chão derretia e transitar dentro da casa era como andar com os pés fincados na lama. Dalvinha ficava com os nervos em frangralhos por conta daquilo, porque os seus sapatinhos de fivela favoritos ela queria sempre manter brilhantes e imaculadamente limpos. Assim, Dalvinha passou a se acostumar a andar dentro de casa com chinelinhos de cristal, muito mais fáceis de lavar. Dalvinha era uma bruxa muito vaidosa. Passava loção de clara de ovo na pele para mantê-la sedosa, henna nos cabelos longos quando as raízes brancas começaram a aparecer. Como toda bruxa que se preze, ela tinha como marca registrada uma reluzente verruga azul-cobalto onde o nariz faz a curva. Nariguda, queixuda, e rechonchuda Dalvinha era. O estilo de vida de Dalvinha era deveras agitado. Ela vivia viajando pelos céus de todos os lugares com sua vassoura supersônica. A vassoura dela era uma piaçava importada. Seu companheiro de viagem era um bichano chamado Chokito, já que tinha uma penugem escura e de superfície irregular, como floquinhos. Chokito era um gato que se apaixonou perdidamente por uma ratinha chamada Vivinha. Eram casados e tinham uma ninhada de 513 roliços bebês ainda dentro das fraldas. 
Diferente das outras bruxas, Dalvinha não era temida pelas crianças, apesar de ter verruga no nariz, apesar de ter uma casa mal-assombrada, apesar de fazer receitas estranhas num grande caldeirão que fivaca no meio da sala de estar dela. O caldeirão ficava na sala de estar, porque Dalvinha gostava de cozinhar assistindo a seu seriado preferido "A Feiticeira". As crianças estavam sempre na casa de Dalvinha. Ela, como não tinha filhos, adorava recebê-las e ensinar pra elas alguns inocentes encantos, como fazer jorrar balas Juquinha da torneira e barras de chocolate dentro da banheira. A sobremesa preferida das crianças era pirulito de chiclete. Quando elas terminavam de chupar os pirulitos a pele delas ficava turquesa e as línguas cheias de brotoeja. As crianças de divertiam nos quartos cheios de teias de aranha e fantasmas dorminhocos dentro de baús centenários. 
O dia mas festivo do ano na casa de Dalvinha era, é claro, o dia das bruxas. Ela fazia vários caldeirões de iguarias que iam de vesícula de morcego a bezouros pontiagudos de Madagascar. Ela convidava todos os seus amigos mais chegados. Conde Drácula vinha da Transilvânia. O Abominável Homem das Neves vinha da Groelândia. E todas as feitiçeiras que tinham parentesco com ela, primas, tias, sobrinhas, vinham num cortejo só de Salem sem escalas, pela companhia Vassourada Airlines.  
Durante as festividades, eram noites e noites de magia e alegria. As crianças, amigas de Dalvinha, vinham à meia-noite para ver os morcegos revoando pelo teto de geléia. As aranhas mães retiravam os ovinhos com os bebês logo cedo para os berços, já que aquele não era horário para bebês ficarem acordados. Um visitante muito popular era Frankenstein, aquele homem tão alto quanto um poste de luz, com a cabeça quadrada e parafusos rosqueados nas têmporas. As crianças todas amavam pular no colo dele para ouvir estórinhas que arrepiavam suas espinhas. Frankenstein estava sempre bem humorado apesar de sentir horríveis dores de cabeça por conta dos parafusos e porquinhas que se soltavam na sua cabeça oca. As crianças sempre tentavam ajudá-lo a sentir-se melhor. Retiravam os parafusos soltos da cabeça dele, colocavam de volta nos buracos certos, prendiam firmemente com chave de fenda e lá estava Frank, feliz da vida de novo. Uma vez ele levou as crianças para um tour no laboratório onde foi criado. Era um lugar sinistro, cheio de lâmpadas, tubos de ensaio, fios desencapados. Frankenstein ensinou as crianças a fazer experiências com líquidos coloridos que, quando misturados, se tornavam vapor de purpurina. Em pequenas borrifadas, permeavam o ar de pequenos cristais coloridos.
De volta a casa de Dalvinha, ela e a parentada de feitiçeiras gringas varavam noites em longas conversas, trocando receitas de poções, comendo pudim de alecrim com taturana grelhada, e mais do que tudo, dando gargalhadas tão estridentes, que a floresta toda se sentia atordoada. Mas uma coisa é certa, bom humor era a marca registrada de todas elas. Bruxa que não ri ou é ruim da cabeça ou doente do pé. Dalvinha e as outras não tinham todos os dentes. As bocas delas pareciam mais um código de barras: dentes de leite intercalados com dentes pretos com cáries. Na convenção das bruxas, elas discutiam inclusive economia: como o preço das vassouras tinha aumentado e a qualidade das nacionais havia decaído consideravelmente. As meias-calças que usavam, listradinhas de laranja e preto estavam os olhos da cara também. Assim, as que não podiam comprar das boas marcas, tinham que remendar os buracos das velhas e desfilar nas vassouras como se estivessem na última moda! Também tentavam disfarçar as anáguas em trapos. Cada vez que sentavam na vassoura para pilotá-la era uma anágua rasgada que se prendia na cauda da vassoura.
Dalvinha era uma bruxa muito popular na região onde morava. Era uma bruxa bem comportada, bem estudada, e bem atarefada! Embora tivesse PhD em Magia Negra e poções, não tinha ego nenhum. A todos tentava ajudar, até mesmo os hóspedes permanentes de sua casa, os fantasmas, ela dava uma mãozinha para passar um óleo nas correntes que eles carregavam para nao fazer muito barulho. Quando o Conde Drácula vinha com dor de dentes, Dalvinha obturava o dente cariado com argamassa e desinfetante.
Além de gostar de ajudar as pessoas e brincar com as crianças, Dalvinha amava passar os fins de tarde na sua cadeira de balanço de 300 anos. A coitada da cadeira já estava em frangalhos mas tinha valor afetivo para Dalvinha, assim ela não se desfazia dela nem por uma nova em folhas. A cadeira balançava Dalvinha que caia no sono e passava horas tendo pesadêlos horripilantes. Por isto é que ela gostava tanto de dormir e dormir na cadeira.
Dalvinha velhinha perdia a memória no meio do preparo das poções. Já estava corcunda e cheia de varizes do tamanho de raízes. Não tinha mais a vista tão boa para pilotar a vassoura. Chokito parou de andar na garupa da vassoura por conta disto. O gato não tinha seguro de vida. A casinha dela estava em cacos também. Mas as paredes não perderam a esportiva para contar piadas, porque elas gostavam de ouvir as risadas guturais de Dalvinha.
Dalvinha ficou marcada na história das bruxas famosas como a mais adorada por todos. A vassoura dela foi leiloada e com o dinheiro, a casa se tornou o "Museu da Dalvinha" onde todo mundo era bem-vindo para sentir arrepios. Frankenstein, Drácula, os fantasmas e as crianças especialmente sentiram muitas saudades dela quando partiu. Dalvinha foi uma bruxa mesmo da hora, como se diz. Ela sempre tinha um abraço de estrangular para dar, um sorriso desdentado para todos, uma mão de unhas quilométricas para quem precisasse de uma, se alguma bruxa estivesse à pé, ela oferecia uma carona na vassoura. Se Dalvinha resolvesse entrar na carreira política ela, com certeza, teria unanimidade em votos. Não havia uma alma penada que não quisesse o bem dela.
Aqui chega ao fim a histórinha da serelepe bruxa Dalvinha, que era uma gracinha e um dia, no céu, foi virar estrelinha.

(Simone)
 

"A RISADA NOSSA DE CADA DIA!..."


A sala de cinema
Escura e silenciosa
Era como uma bomba-relógio
Com hora marcada para explodir
Coisa que como sabem é impossível reprimir

A platéia estava à espreita
Com o coração já em descompasso
Quando na tela
O mocinho e a mocinha
Numa cena cômica
Deixam a platéia atônita

Numa coisa de segundos
O público desatou a gargalhar
Como um soldado a metralhar

Perfeita era a sincronia de risos
Viu-se uma multidão de sisos

A massa enlouquecida
Estava fora de controle
Fazê-los parar de rir
Seria mais difícil do que
Um bicho preguiça correndo vir

As gargalhadas eram tão contagiantes
Que até o rapaz na sala de projeção
Caiu na indiscrição

A própria sala de cinema
Começou a tremer
Com o povo que ria até não mais poder

O edifício chacoalhando
E as pessoas gargalhando
Por entre um emaralhado de pernas sem fim
Camundongos corriam apavorados como formigas no capim

A cena era por demais hilária
Mais contagiante do que surto de malária

Nas páginas dos jornais no dia seguinte
Com certeza seria o único assunto
Aquela gargalhada desatinada
Poder tinha de ressuscitar até defunto

De repente
Com o aumento dos decibéis
Das revoadas de risadas
A estrutura da edificação
Não suportou
O teto entortou
O chão desabou
E a platéia para um burado mergulhou

No momento seguinte
 Um silêncio de sepultura
Se fez presente
Tudo levava a crer
Que a platéia havia sido exterminada
Em meio aquela poeirada

Mas por divino milagre
O povo todo do pó emergiu
E por conta de um que riu
A multidão não se reprimiu

Apesar do desastre
Que precisou ser resolvido com ajuda de guindaste
Daquele primeiro riso de ressuscitação
Por mais uma vez
A gargalhada veio em explosão
Como motor à combustão

Dos escombros
A platéia saiu dando de ombros
Afinal de contas
O que importava mesmo
Era o gargalhar à esmo

Todo mundo veio à tona meio cambaleante
Daquela salvação mirabolante

Após aquele desastre cinematográfico
As pessoas foram dar uma entrevista coletiva à imprensa
Os repórteres perguntaram:
"Quando o chão rompeu, vocês não entraram em pânico?"
E a platéia numa só voz disse:
"Pânico? De jeito nenhum!
Nós estávamos tão mergulhados em risos
Que o que poderia ter sido uma tragédia
Foi isto sim palco de uma espetacular comédia!"

Este é o poder de uma boa gargalhada
Do que poderia ter sido um conto de horrores
Naquela sala de cinema cheia de bolores
Os sisos à mostra
Trouxeram cores
A turma de divertiu a beça
Parecia coisa de gente que gosta de pregar peça

Assim
O meu recado final é o seguinte
Quando você estiver naqueles dias de maré baixa
Pense nesta singela estória
Do dia em que de uma calamidade
O riso fez um estandarte

O ditado diz:
"Rir é o melhor remédio!"
Não há dúvida!
Rir derruba até prédio!
Manda prá longe o tédio
Causa tremendo assédio
Muito mais do que o locutor dos caminhoneiros
Zé Bétio!

Vamos rir gente
Gargalhada para os problemas
É o melhor repelente!

Mesmo prá você
Que não tem dente
De uma boa risada, não se reprima
O que importa mesmo é ficar contente
Se não quiser é ficar doente!

O Ministério da Economia recomenda:
Risada em liquidação
Prá isto não há crise
Porque para rir você não precisa de um só tostão
Rir só depende da vontade
É maravilhoso para qualquer finalidade
É bom do nascimento até a terceira idade

Vamos rir que é uma barbaridade
Isto ajuda a manter a mocidade
Para quem se importa com a vaidade

Uma boa risada deixa até saudade
Esta é a grande salvação para a Humanidade
Acreditem, é a mais pura verdade!

(Simone)

"UM SONHO DE PAI"


Um pai carinhoso com os filhos
Diante dos meus olhos
Desperta absoluta admiração

Nos primeiros tempos de minha vida
Meu pai era como um super-herói
O mais forte, corajoso, protetor
Eu queria muito ser o centro da vida dele como filha
Queria amá-lo muito
E ser muito amada por ele...

Mas ao longo do tempo
Aquela imagem que eu tinha dele
Que eu queria tanto fosse a verdadeira
Caiu por terra
Quando me dei conta de que
Ele não tinha nenhum respeito
Por quem era a pessoa mais importante da minha vida
Minha mãe
Nem por mim ou minhas irmãs...

Durante a minha infância
Eu achava que um abraço
Tinha o poder de curar tudo
Remover as coisas ruins
E fazer as pessoas serem boas
Amorosas como eu era com elas

Lembro-me que estava sempre
No fundo
Tentando agradar meu pai
Me sentir aceita por ele
Mas papai tinha outras prioridades
Que não nós
Que o faziam sentir-se forte e realizado...

Nós tivemos um tio que era o extremo oposto de papai
Era um marido atencioso, respeitoso
Um pai amoroso e presente para as filhas
Era o protótipo do pai que nós queríamos ter
Era um contraste tão grande...
Como era bom estar com ele
Sentir o abraço dele
Sentir o amor
De um pai que eu sonhava pra mim...

Eu queria um pai que sorrise
Que brincasse
Que abraçasse
Que contasse estórias
Que desse um beijo de boa noite antes de dormir
Que amasse minha mãe do jeito que ela merecia
Que gostasse de amar e ser amado
Que fosse feliz com a família que tinha
Que a família fosse a prioridade dele...

O pai na vida de uma menina
Tem uma importância enorme
As meninas gostam de se sentir abraçadas
Aceitas, respeitadas, admiradas
Pela pessoa que elas consideram o herói delas
E quando eu falo herói
Não é no sentido mágico do termo
É apenas ser protetor, presente, afetuoso
Digno de amor e admiração...
Sempre pensei:
Estes desejos não são simples?
Por que são tão difíceis de conseguir tê-los realizados?

Tem gente que diz que ninguém pode dar o que nunca teve
Se meu pai teve o amor dos pais
Eu não sei
Ele não gostava do pai dele
Mas há tantos homens que tiveram uma infância sem amor
E cresceram sonhando em dar o amor que não tiveram
À própria família um dia
Meu tio foi assim
Então tive um modelo vivo de que isto é sim possível!

A verdade é que eu acho que meu pai
Vivia num mundo emocional muito complexo e distorcido
Talvez por isto não soubesse amar de um jeito que não fosse torto
Ou receber amor de um jeito que não fosse desconfortável
Esta é a conclusão a que chego
Mas a verdade dele, de quem ele realmente foi
No fundo eu não sei
Ele era tão introspectivo
Tão atormentado e trancafiado no mundo dele
Impenetrável, ele era!

Meu pai foi um estranho prá mim
A vida inteira
Um estranho que eu tinha que chamar de pai
Sei que dentro das limitações emocionais dele
Fez o melhor que pode
Foi o melhor que pode
Tinha qualidades inquestionáveis
Mas do ponto de vista
Do ser marido e pai
Foram tantas as faltas
As marcas negativas que deixou
Na nossa vida emocional
Que é impossivel dizer que
O que ele não deu de amor
Mas muito mais de dor
Deixou profundos danos
Dentro de nós como meninas
E mais tarde como mulheres

Assim hoje,
 Tantos e tantos anos depois
Neste específico ponto
Aquela menina que eu fui e ainda vive dentro de mim
Continua achando lindo ver um pai
Amar um filho
Como meu marido ama nosso filho
E outros pais que vejo por onde vou
Nas ruas, num parque, na televisão...
Quando vejo um pai abraçando efusivamente um filho
Quero ser aquela criança ou adolescente, naquele momento
Para sentir aquele tipo de amor de pai
Que nunca tive e sempre busquei tanto
O amor físico, concreto, palpável
Caloroso, continente, carinhoso...

Para aquela menininha que eu fui
Ter um sonho de pai
Ainda é um sonho
E eu acho que vai continuar sendo
Até quando eu não puder sonhar mais...

(Simone)

"POLÍTICO HONESTO? SÓ SE FOR EM CONTO DA CAROCHINHA!!"




Políticos e corrupção
Foram feitos um para o outro

Reis das contravenções e conexões com os aliados ladrões
Por dinheiro fazem tudo
Até mandar membro da oposição
Para o caixão

Políticos não sabem o significado da palavra verdade
Mentem que é uma barbaridade
Do nascimento (quando entram na carreira política) até a terceira idade

Em época de campanha
Todos os milagres são possíveis
Depois de eleitos
Quando o povo cobra as promessas
Se tornam invisíveis

Político tem doença contagiosa
Quem se alia a eles
Contrai o vírus da roubalheira cagopante no mesmo instante 
Abrem caminhos para os cofres públicos com a determinação de um bandeirante

Quando estão no palanque
Parecem tão éticos e íntegros
Quanto santos canonizados
Mas o que eles querem mesmo
É ver o povo morrer carbonizado
Depois de roubar o último tostão
De um monte de gente que eles, nos bastidores, intitulam:
"Êta bando de bobalhão!"

Políticos que pegam criançinha no colo
Estes são os da pior estirpe
Não vão fazer nada por ninguém
E se fizerem é para roubar do pobre diabo o último vintém
Ignoram os que vem com o discurso do "Seu doutor, eu lhe imploro!!"
Quando chegam ao Palácio do Planalto
E o povo aparece para fazer piquete
Eles dizem:
"Vem getalha que eu te esfolo!"

Dão sempre desculpas de que estão despachando
É despachando!...
Dinheiro para fora do país
Não é à toa que no governo eles querem sempre criar raiz
E dos escândalos sempre escapam por um triz

Alguns são verdadeiros mestres da oratória
Para ludibriar os bancos internacionais
Declarando moratória

Políticos não podem ver dinheiro vivo
Como aquele Pedro Ivo
Que fez o povo tão miserável
A ponto de deixar todo mundo morrer de tifo
 
Políticos comparecem ao Senado
Só para discutir quem será o melhor remunerado
Aumento de salário deles
É o "projeto de lei" mais votado
Ás custas dos cidadãos que nada sabem
Pobres coitados!

Políticos no palácio presidencial
São todos egos
Quando jornalistas chegam
Para mostrar na cara deles
Atestado de ladrão
Se fazem de cegos

Quando dão entrevista a mídia
Chamam a esposa até de minha idolatrada Lídia
Parecem cidadãos perfeitos
Isentos de defeitos
De orgulho estufam os peitos

O povo fala que o Maluf
Rouba mas faz
Faz pontes e viadutos
Que só vão do Morumbi para os Jardins
O que interessa é servir só os que tem na carteira muitos dindins
O salafrário coloca o nome da família inteira
Em cada projeto que conclui
Contrata um monte de advogado
Que dos impostos de renda o exclui

O Sarney no Maranhão
É o rei do "deixa que eu ponho a mão"
Este está há gerações como um sangue suga no governo
Tal pai tal filha envolveram-se em escândalo de corrupção
É incrível como gananciosos eles são
Não deixam nem um centavo para o humilde eleitor comprar um pão
Se aparecer alguém da oposição o "seu doutor" passa-lhe um facão

Políticos são especialistas em escapar da Justiça
Magina se eles vão parar numa cadeia para comer linguiça!
Bando de bichos preguiça!

Justiça, aliás, para político de cega não tem nada
Dá sempre um jeito de atrasar a conclusão dos processos
Que em 100% das vezes de punição terminam sem sucesso
Ordem e progresso?
Só se for na hora de desviar a atenção da roubalheira no Congresso!

Fleury e Quércia
Na época que governavam
Para atender os clamores do povo eram pura inércia
Mas na hora da "faxina" nos cofres do governo
Eram ágeis como gazelas
Enquando o povo vivia morrendo de inanição nas favelas
Nos discursos de palanque eram uns tagarelas
Alizando as gravatas de seda amarelas

Agora só se fala no projeto "Ficha Limpa"
Se for para levar isto a sério
Nenhum político de carreira permaneceria no cargo
Teria um destino bem amargo
Atestado de integridade?
Só quando se acabar com tanta impunidade

A Dilma é uma presidenta deveras brava
Mas na hora de confessar certas irregularidades
No discurso a língua trava

O antecessor dela
Senhor Luís Inácio Mula da Silva
Teve um governo recheado de trambicagens
Quando era pressionado na parede para confessá-las
É claro que dizia
Não sabia nada
Não tinha visto nada
Desconhecia os envolvidos
Nossa, um Presidente da República
Desinformado destes jeito
Que vergonha!
Se ele que é o manda-chuva da nação não sabe de nada do que acontece
É melhor o povo carregar na prece
Para protejer o dinheirinho no banco
Que da noite para o dia como num passe de mágica desaparece!

Até político com dinheiro na cueca foi pego em flagrante
Numa operação tão complexa e suja quanto de um traficante
Mas é claro quando foi desmascarado
Fez uma cara tão inocente quanto de uma menina de baile de debutante
Gente esta corrupção toda é mesmo alarmante
Político não descansa um só instante
De se apropriar até do dinheiro suado de um ambulante
Daqueles com expressão sofrida de retirante

Políticos não sentem pena ou remorço
Mentem sem constrangimento
Chantageiam até o momento do recebimento
Eles só pensam é no dividendo
Jamais passa pela cabeça deles a imagem do povo que os elegeu sofrendo
O lema de cada um deles é:
"Agora eu tô é podendo!"

Dinheiro na conta bancária
 É garantia de imunidade parlamentar
Não podem ser indiciados pelos crimes que cometeram
Assim  não sejam ingenuos à ponto de acharem
Que estes mafiosos de carteirinha levantam espontaneamente as mãos
E se rendem
Muito menos se arrependem!

E mesmo se numa situação extrema
Forem para a prisão
Vão dar uma proprina das gordas para o carcereiro
Deixar que saiam do "cativeiro"
Para pegarem um jatinho para a terra do nunca
 Onde se esconderão do mundo inteiro
Até a pena caducar
E da culpa cada um se isentar

Políticos são os cânceres de uma nação
Roubam tanto que deixam o povo
Miserável e sem Educação
Saúde e Habitação?
Ser governado por políticos profissionais
É uma vida de desgraça
Injusta remuneração
Situação sem muita salvação
É um lento morrer de indignação

Depois que o seu dinheiro for para os bolsos buraco sem fundo deles
Despachado é, sem escala, para os invioláveis bancos da Suíça
Após o acontecido
Nem que você encomende macumba
Ou passe a sua vida inteira pedindo preces numa missa
O que foi, foi, não volta
Aqui jaz o seu suado dinheirinho
Agora para contar mesmo
Você só vai ter carneirinhos

Políticos acham que o povo que eles governam
É feito de alienados
Esses marginais engravatados
São mesmo é um bando de safados, descarados
Que deveriam apodrecer nas prisões
Após a sentença de condenados
 
O que eles contam é que
No dia em que político for condenado
Pode crer no aviso de fim do mundo
Tarde demais para comemorar
Já que será a hora do povo todo virar defunto!
 
Eles se acham mesmo OS espertos
Subestimando o povo
Que um dia quando acordar
Os deixará é sim
Finalmente
Nadando é no lodo!

(Simone)

"A BAILARINA NO JARDIM"


A bailarina no jardim
Dança como se o espetáculo não tivesse fim

Borboletinhas e libélulas
Formiguinhas e bichos-da-seda
Todos na primeira fila
Aplaudem a bailarina entusiasmados
Com olhinhos todos maravilhados

A bailarina move-se leve como uma pluma
Faz piruetas no ar
Sutileza linda de se admirar

Bailarina sonhadora
O mundo quer desbravar
Ao som de uma canção
Tão doce quando as de ninar

Seu rostinho de porcelana
Lhe rendeu muita fama
Olofotes sobre ela
Que vive a saltitar como uma gazela

No coração da bailarina
Vive um príncipe encantado
Que suspira por ela dormindo ou acordado
O amor deles é colorido
Como uma pintura de aquarela
Emoção tão pura e bela

Durante as noites de lua cheia
As estrelinhas convidam a bailarina para dançar no céu
Vaga-lumes decoram sua sainha de seda
Seu corpinho violão
Viaja na infinita escuridão

Até que a bailarina adormece
Na cauda de um cometa
É hora de seus pezinhos recolher
Num tão merecido descanso
A música da noite
Se cria no momento do sonhar
Para as memórias acalentar
E o mundo da bailarina encantar...

(Simone)