Total Pageviews

"A RISADA NOSSA DE CADA DIA!..."


A sala de cinema
Escura e silenciosa
Era como uma bomba-relógio
Com hora marcada para explodir
Coisa que como sabem é impossível reprimir

A platéia estava à espreita
Com o coração já em descompasso
Quando na tela
O mocinho e a mocinha
Numa cena cômica
Deixam a platéia atônita

Numa coisa de segundos
O público desatou a gargalhar
Como um soldado a metralhar

Perfeita era a sincronia de risos
Viu-se uma multidão de sisos

A massa enlouquecida
Estava fora de controle
Fazê-los parar de rir
Seria mais difícil do que
Um bicho preguiça correndo vir

As gargalhadas eram tão contagiantes
Que até o rapaz na sala de projeção
Caiu na indiscrição

A própria sala de cinema
Começou a tremer
Com o povo que ria até não mais poder

O edifício chacoalhando
E as pessoas gargalhando
Por entre um emaralhado de pernas sem fim
Camundongos corriam apavorados como formigas no capim

A cena era por demais hilária
Mais contagiante do que surto de malária

Nas páginas dos jornais no dia seguinte
Com certeza seria o único assunto
Aquela gargalhada desatinada
Poder tinha de ressuscitar até defunto

De repente
Com o aumento dos decibéis
Das revoadas de risadas
A estrutura da edificação
Não suportou
O teto entortou
O chão desabou
E a platéia para um burado mergulhou

No momento seguinte
 Um silêncio de sepultura
Se fez presente
Tudo levava a crer
Que a platéia havia sido exterminada
Em meio aquela poeirada

Mas por divino milagre
O povo todo do pó emergiu
E por conta de um que riu
A multidão não se reprimiu

Apesar do desastre
Que precisou ser resolvido com ajuda de guindaste
Daquele primeiro riso de ressuscitação
Por mais uma vez
A gargalhada veio em explosão
Como motor à combustão

Dos escombros
A platéia saiu dando de ombros
Afinal de contas
O que importava mesmo
Era o gargalhar à esmo

Todo mundo veio à tona meio cambaleante
Daquela salvação mirabolante

Após aquele desastre cinematográfico
As pessoas foram dar uma entrevista coletiva à imprensa
Os repórteres perguntaram:
"Quando o chão rompeu, vocês não entraram em pânico?"
E a platéia numa só voz disse:
"Pânico? De jeito nenhum!
Nós estávamos tão mergulhados em risos
Que o que poderia ter sido uma tragédia
Foi isto sim palco de uma espetacular comédia!"

Este é o poder de uma boa gargalhada
Do que poderia ter sido um conto de horrores
Naquela sala de cinema cheia de bolores
Os sisos à mostra
Trouxeram cores
A turma de divertiu a beça
Parecia coisa de gente que gosta de pregar peça

Assim
O meu recado final é o seguinte
Quando você estiver naqueles dias de maré baixa
Pense nesta singela estória
Do dia em que de uma calamidade
O riso fez um estandarte

O ditado diz:
"Rir é o melhor remédio!"
Não há dúvida!
Rir derruba até prédio!
Manda prá longe o tédio
Causa tremendo assédio
Muito mais do que o locutor dos caminhoneiros
Zé Bétio!

Vamos rir gente
Gargalhada para os problemas
É o melhor repelente!

Mesmo prá você
Que não tem dente
De uma boa risada, não se reprima
O que importa mesmo é ficar contente
Se não quiser é ficar doente!

O Ministério da Economia recomenda:
Risada em liquidação
Prá isto não há crise
Porque para rir você não precisa de um só tostão
Rir só depende da vontade
É maravilhoso para qualquer finalidade
É bom do nascimento até a terceira idade

Vamos rir que é uma barbaridade
Isto ajuda a manter a mocidade
Para quem se importa com a vaidade

Uma boa risada deixa até saudade
Esta é a grande salvação para a Humanidade
Acreditem, é a mais pura verdade!

(Simone)

No comments: