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"PERIPÉCIAS DE JUQUINHA..."


Juquinha
Menino travesso
Deixa a vida de todos do lado do avesso

Acorda de manhã
Num mal humor terrível
Quando a mãe vem e diz:
"Juquinha, está na hora de acordar!!!"
Ele sempre reclama e dá um jeito de a ação contornar
Mas quando chega no ponto inevitável
E a pressão que a visão do chinelo de dedo pronto para uma sova causa
Não tem jeito de dar uma desculpa falsa
O negócio é dançar do jeito que a mãe coduz a valsa
 
Na hora de se vestir
Ainda está com os olhos fechados
Coloca as meias furadas e fedorentas
E uns tênis com aparências horrendas
A calça é estilo pula-brejo
Os bolsos virados para fora
Camisa faltando os botões
Por fim coloca o gorro para esconder os orelhões

Antes de sair
Pede um beijo da mãe e um trocadinho para comprar uma bala
Apesar de já ter milhóes de chicletes dentro da mala
Uma balinha a mais é sempre bem-vinda
Quão saborosa é mastigá-la
Mas quando chega a dor de dente
De mastigar tantas ele se arrepende
Tem medo da broca do dentista
E diz pra mãe:
"Mãe, ao invés, me leva no oculista?"

No caminho para a escola
Vai chutando as pedrinhas que aparecem
Até ficar com um rombo no tênis e ter que fechá-lo com durex
Passa na quitanda e compra uma bala Mentex
Vai andando tão devagar
Que perde a noção do tempo
 Menino cabeça de vento!!

Os coleguinhas da escola
Adoram Juquinha
Porque gostam de vê-lo arquitetando travessuras
Cada dia é uma
O seu repertório é táo grande, que não repete nenhuma
Hoje está pensando em colocar uma taxinha na cadeira da professora
A de Matemática, é claro, qual mais poderia ser?
Não há nenhuma mais opressora
Quando a criança erra na conta, bate nelas com vassoura
Manda ajoelhar no milho
Sentar no formigueiro
Ficar virado para a lousa assoprando até apagar a vela desenhada
Castigo bem aplicado não falta para a garotada

A professora chega, senta e dá um grito
Juquinha e os coleguinhas no fundo da classe disfarçam
Rindo de cabeça baixa e olhando para o umbigo
A professora não pode dizer o motivo do grito
Mas vai direto na direção de Juquinha
E diz:
"Menino pestinha, vou te torcer a orelha
 Até entortar sua sobrancelha!
Da próxima vez te mando para a diretoria
E lá sozinho é que vai ter que aguentar do diretor a gritaria!"

Juquinha mal presta ateçãao à aula
Fica é fazendo projetos de carros no caderno
Acha que ficar dentro da classe é absoluto inferno
Embora tenha consciência que poderia ser pior
Imagine estudar em colégio interno!

Quando o sinal toca é hora do recreio
Este é o momento triunfal
De Juquinha perder todo e qualquer receio
Vai na cozinha da escola e pede para a merendeira:
"Dona Josefa, garrega na quantidade
Que meu estômago é que nem de rato
Quer comida o tempo todo
Nunca deixa nada esquecido no prato."

Com as meninas Juquinha é pura provocação
Encher a paciência delas é a sua maior vocação
Quando ele chega perto
Elas saem correndo
De medo dele estão sempre morrendo

Quando o momento de ir para casa é anunciado
Juquinha é todo sorriso
Tão largo que dá para ver até o siso
Fica feliz quando a mãe vai buscá-lo
Para ter o abraço dela
E comer seu delicioso pão com mortadela

Em casa, vive imerso no mundo dos carrinhos
E inferniza a vida dos pobres recém-nascidos gatinhos
Joga bola de gude
Mas ele é mesmo da mãe o maior grude
Com ela jamais se mostra rude
Abraça, pula no colo, beija
Diz que a mãe tem a bochecha com perfume de cereja
Tudo o que faz diz pra ela:
"Mãe, venha aqui, veja!"
Especialmente quando a língua esta cheia de brotoeja

Juquinha é uma graça de menino
Apesar das traquinagens
Mas menino que não é um pouquinho travesso
Não é um menino da gema
Fazer uma bagunçinha básica de vez em quando
É o lema!

Juquinha menino serelepe
Sua esperteza é genial
És tão fofo
Que deveria ser contratado da Globo
Para fazer comercial!

(Simone)

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