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"VIOLÊNCIA DOMÉSTICA..."


Violência doméstica
Atitude inconcebível
De consequência irreversível

A agressão contra um membro
É dor para todos sem distinção
Para a esposa uma vida de servidão
Significa outra de escravidão

A mão que agride
Para a desumanidade regride
A dor é mais profunda
Quando causada
Pela pessoa mais amada

Filhos temem o pai
Que se torna figura de terror
No lugar de quem deveria ser a eles o protetor
O abraço amigo
Na realidade
É a face do inimigo

A esposa dedicada
Sofre o destino da mais machucada
O homem escolhido
E que a escolheu
O significado do amor estremeceu

Desfez-se o laço de carinho
Num ato em desalinho
Palavras que cortam o coração
Trazendo um oceano de desolação
Nem mesmo pela força da oração
É mais possível manter a vida em união

Quão covarde é este ato
Que fere tanto a dignidade daquele que foi maltratado
Nada justifica violência
Não importa quao dura seja a existência

Família deveria ser um pedaço do céu
Abrigo de proteção, companheirismo e amor incondicional
Um ato de violência
Faz tudo isto se tornar banal
Amor carnal
Que termina muitas vezes em evento fatal

O agressor perdeu aquele coração
 Que a dor do outro sente
Para tornar-se indiferente
Prazer se sente em devastar vidas
À ele submetidas

Não importa quão profundo seja o amor 
Quando ferido é por constante dor
Ao longo do tempo se transforma em rancor
E desprezo sente
Pelo algoz agressor

O homem que violência comete
Vidas destrói
A dor da mão que bate
Deixa menos marcas
Do que a dor do insulto que vem em palavras
Que deixam cicatrizes indisfarçáveis
Em almas vitimizadas
Para sempre abaladas...

Para as crianças
O abuso vivido na infância
Destrói a inocência
Deforma a confiança
Na pessoa que deveria ter sido para eles
O alicerce emocional no tempo quando se busca uma figura como modelo
Ao contrário
A presence é fria como uma pedra de gelo

Violência doméstica
É uma doença crônica
De uma dor anônima
Que oprime e deixa feridas abertas na alma
Táo profundo é o trauma

O primeiro ato de violência
Demanda denúncia
Se a vítima se cala
A agressão se repete
É preciso dizer basta, antes que isto se torne um hábito
Um rosto de medo se torne pálido
Num momento trágico se converte
E um corpo se encontre silenciado e inerte

(Simone)

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