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"FORMIGAS... MODELOS DE VIRTUDES..."


Quando era pequena
O que mais gostava como passa-tempo
Era observar as formigas vivendo a rotina delas...
As formigas-soldado tomando conta da entrada do formigueiro
Com aqueles ferrões enormes na boca
As operárias indo e voltando
Cortando folhas
Trazendo carcaças de insetos mortos
Banquete para a rainha delas...
Havia também as formigas responsáveis pelo berçário
Enfermeiras dos recém-nascidos
Outras garantiam tratamento VIP para a rainha
A mãe de todas
A mais preciosa
Já que tinha o poder da maternidade e reprodução...


Fizesse chuva ou sol as formiguinhas eram incansáveis na marcha delas
Cada uma expert na própria função
Quão impecavelmente orquestrada é organização de um formigueiro!
A sociedade delas é de uma civilidade ímpar!


Quão fascinante ser a testemunha ocular
Do eventos da vida delas
Observá-las comunicando-se com suas anteninhas sempre alertas
Formigas são exímias carregadeiras
Capazes de carregar um peso três vezes maior que o delas
Seres de muita fibra e determinação...

Como a natureza é sabia e perfeita!
As formigas sempre me ensinaram isto
O mundo delas é uma lição de vida
São seres admiráveis e inspiradores...

Formigas ensinam a importância da disciplina
Da determinação quando se quer algo
Dar valor para o que se tem
Celebrar o que se conquistou
Ter senso de companheirismo
Sobrevivência depende de trabalho duro
Comunicação é fundamental
Tudo para se conservar o que é vital!...

(Simone)

"ARRASTÃO DA IMPUNIDADE..."


Nos jornais ao que parece
Certas notícias já viraram rotina
Não é pela falta de criatividade do jornalista
Mas é porque a realidade de certas situações persiste
Violência é a titular
Impunidade a vice



 Segurança pública?
Este assunto fica na surdina
Ninguém quer colocar a mão nem a mãe neste vespeiro
É claro que começando pelos políticos!
Estes não tem interesse algum em entrar no mérito da questão
Contanto que eles e as famílias deles tenham garantidos
Carros blindados e guarda-costas
O povo que se vire para não se deixar levar no "baile do arrastão"
Como sempre, quando o povo se torna refém,
A responsabilidade parece não ser de "ninguém"!!!



Arrastão no "passado"
Era conhecido só nas praias do Rio
Ou na volta de feriado nas rodovias congestionadas
Agora virou moda arrastão de restaurante e condomínios em São Paulo
Nem comer sossegado agora é possível
Todo mundo fica naquela tensão antecipada
Será que este restaurante será o "premiado" hoje?
Os ladrões vem, no cardápio de "pedidos" deles estão:
6 porções de notas de R$100
5 porções de carteiras recheadas de notas de R$50
Cartões de crédito como prato de entrada
Conta na saída quem paga é o cliente que foi assaltado!
Quanto desaforo!!!



 Os ladões entram e saem dos restaurantes e prédios sem pressa
Sentem-se tão auto-confiantes
Como que passeando num parque
Aquele "gostinho" de ver as pessoas aterrorizadas na presença deles!!
Para que terão pressa? Para que correr?
Correr é coisa do passado!
Hoje a polícia só vai aparecer, SE aparecer
Depois do "expediente" dos ladrões
Antes e durante, nem pensar!
 

 Segurança pública como órgão
É tambem coisa do passado
A liberdade do cidadão de ir e vir e comer e viver sem mêdo
Também foi deixada ao esquecimento
Estas coisas hoje em dia, para se ter, só em sonho!!


Insegurança ao público
Segurança à corrupção na polícia e na política
Na corporação policial
O policial honesto é cercado por desonestos
Quer fazer justiça mas quem impera é a injustiça
O idealista é algemado pelo crime organizado

O político como sempre
Nos "arrastões" de CPIs
Passa ileso
Chega com a ficha suja
E sai com a ficha adulterada
 Para o status de permanentemente limpa
Não importa quanta falcatrua ele pratique!

Agora o assunto mais cotado é a CPI do Cachoeira
Uma enxurrada de mentiras
Conchavos e "tubarões" comprometidos até as próximas vidas
Os que denunciam hoje
Serão os denunciados de amanhã
Assim, ninguém realmente "pega pesado" nas acusações
Porque, afinal, ninguém escapa
Todo o "teatro" é só para constar!
Só para inglês ver!
A pizza é sempre servida no final
Não se consome mais pizza do que no Con(re)gresso Nacional

No baile do arrastão
Quem dança é o povo
Quem dita o ritmo é o governo
Quem mantém a "segurança" do baile
É o setor da Segurança Pública
Traduzindo-se para nós como
Insegurança Pública
Na rubrica!!

Fico me perguntando se algum dia
Haverá o arrastão
Contra políticos corruptos
Contra aliança entre polícia e criminosos
Contra injustiça social e Justiça comprada

A realidade das pessoas hoje
 É conduzida como manada
À própria sorte abandonada
O povo não tem mais por onde correr
Reza até não mais poder
Luta para viver com dignidade
Em meio à bandidagem
Por todos os lados e níveis o que se vê é só malandragem!

Que vergonha
Só ouvir discurso demagógico de político pamonha
A falta de segurança é medonha
Reagir à violência
É ter na face esculpida a marca da coronha.

(Simone)

"NO CALOR DAS EMOÇÕES..."

 
Do alto da montanha
Um estrondo se ouviu
Som de um vulcão que explodiu

Sua fúria 
Fez a terra tremer
E cada um o risco de perder a vida temer

O céu foi coberto por uma espêssa camada de negra fuligem
A nuvem de fumaça era tão grande que dava até vertigem

A lava incandescente
Emergia determinada, insistente
A cor era de um laranja reluzente
Uma visão fascinante para a mente

As emoções do centro da Terra
Eram expressas com inacreditável nudez
Qualquer que fosse o motivo da fúria
Na erupção se desfez

O calor emanado
Deixava o ar inebriado
O coração da Terra
Estava mesmo contrariado

A lava ao solo se fundiu
E o vulcão como por encanto
Aquietou-se e dormiu
Numa calmaria que nunca se viu!...

(Simone)

"CHORO DESENFREADO..."


Me deram um bebê para cuidar
Que não parava de chorar

Fiz de tudo
Mas o menininho não ficava mudo

Achei que estivesse com fome
Dei mamadeira
Mas o choro não passou
Parecia uma britadeira

Talvez estivesse com a fralda lotada
Olhei, verifiquei... nada
Porém o choro continuou desatinado
 O pior ainda era ser prá lá de desafinado

Peguei no colo
Levei para passear
Não havia meio de o terremoto se aquietar

Fiz caretas
Contei piadas
Mas o bebê olhava pra mim com cara de tédio
O desespero era tanto que eu estava a ponto de me jogar da janela de um prédio

Como era díficil agradar aquela criaturinha minúscula
Me achando com cara de pústula
Mesmo sem tamanho
De desafios me dava um banho

Ao longo das horas
Os decibéis só aumentavam
O que deu naquele fedelho
Com cara de joelho?

Mas quando a mãe dele chegou
Imediatamente o berreiro cessou
O bebê atormentado
Se tornou o mais bem comportado
Diante da mãe
Parecia estar às portas do paraíso
O sorriso era tão largo que se o bebê tivesse dentes
Daria para ver fácil até o ciso

O que que a mãe dele tinha que eu não tinha?
Aquela choradeira toda me fazia pensar que a culpa era exclusivamente minha

Depois daquela experiência devastadora
Eu queria era ir para um lugar calmo e silencioso
Onde todo mundo fosse no mínimo amistoso
Chega de tanto barulho
Foi horrível me sentir na vida de alguém um bagulho
Onde fica o meu orgulho?
Aquele bebê me fez sentir um verdadeiro entulho

Que benção quando a mãe dele chegou
E eu pude fazer a transferência do "pacote"
Me senti a pessoa mais cheia de sorte
Olha, este babado foi de morte!

Que bebezinho mais temperamental!
Me destruiu o alto astral
Não conseguia me comunicar com ele
Era como estar no mobral
E ser tão inexperiente
Como se acabasse de ter sido descoberto pelo Cabral!!

Vai com a mamãe bebezinho
Que eu vou é sair de fininho
Tchauzinho amiguinho
Vai brincar com o Zézinho, Huguinho e Luizinho
Não foi fácil o seu choro aguentar
Que barulheira de amargar!!

(Simone)