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ENCANTOS DA NOITE...


 
Era noite
Todos da casa dormiam
A lua alegre
Brilhava por todos os lados
Romântica incurável
Paquerava a Terra de longe
Fazia-se bonita
Ás vezes estava magra, outras vezes gordinha
Outras ainda em curva compridinha...
 
Grilos cantavam em bloco
Como tenores noturnos
Vaga-lumes exibiam-se orgulhosos
Com suas luzinhas verdes apontando em todas as direções
Libélulas contemplavam suas asinhas perfeitas
No reflexo das lagoa
A formiga tão sem tempo para apreciar o que fosse
Senão o trabalho interminável de manter o formigueiro
Bem estocado em comida
A rainha bem servida
Assim se resumia sua árdua vida...
 
As flores da noite
Apesar de esperar sempre ansiosamente as abelhas
Conseguiam mesmo era só um emaranhado de teias
As aranhas adoram a calmaria da escuridão
Para construir suas obras primas de engenharia e arquitetura
Exímias construtoras e costureiras
Fazem da própria vida um eterno remendo
Mas antes uma teia rasgada com um inseto fisgado
Do que uma imaculada sem nenhum regalo
Especialmente porque gostam de saborear suas presas até o talo...
 
A velha cadeira de balanço repousando na varanda
Estava nos últimos suspiros de vida
A qualquer momento poderia se desfazer em pedaços
Dormir tantas noites ao relento
Era um processo de morrer doloroso e lento...
 
O charme da noite
É irresistível
Tudo parece puro mistério e fascínio
Dá para a gente perder-se nos braços dela
Para nunca mais se achar
Na penumbra se deixar ninar...
 
-Simone-
 


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