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DEVANEANDO COM O MAR...


As conchas ancoradas na areia
Trouxeram os segredos do mar
Elas falavam sobre mudanças de humores
E uma grande diversidade de sabores
 
As conchas deixaram-se levar pela maré
Numa dança de idas e vindas
Calmarias e maresias
 
O mar de braços abertos
Profundo como os sonhos bem sonhados
Berço dos navios naufragados
Morada dos que se perderam desesperados
 
O mar calou muitas vozes
Viveu no meio de tempestades atrozes
Acolheu as ambições de bravos navegantes
Levou para longe os retirantes
 
As conchas guardavam as canções do mar dentro delas
Algumas tristes outras singelas
Graciosas como Cinderelas
Coloridas feito uma coleção de aquarelas
 
Seres marinhos
No oceano fizeram seus ninhos
Com a destreza e delicadeza dos passarinhos
 
Gaivotas povoavam os céus
Procurando abrigo nas encostas
Onde o oceano quebrava-se em pedaços prateados
Quando os raios de sol neles reluziam
Tornavam-se brilhantes como o pelo de cavalos andaluzes
Degradê de incandescentes luzes
 
O mar gostava de metamorfosear-se no passante dos dias
Como  um orgulhoso estandarte da natureza
Que dissipava nele a aspereza
No balançar da desafiadora correnteza
De impressionante beleza
 
O vai e vem do mar
Nunca terá planos para deste prazer abdicar
Ele gosta da areia acariciar
E as rochas açoitar
A alquimia da sua essência
Faz ele viver na eterna adolescência
Majestosa é sua imponência
Deslumbra sua audiência
Inquestionável eloquência
Desafeito à obediência
Nascido para o além da inocência...
 
-Simone-


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