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A COPA DA CORRUPÇÃO

 

 
Este ano o nosso Brasil está sediando a Copa do Mundo
Sofrendo um rombo mas do que profundo
Governantes e instituições relacionadas ao evento
Roubando mais do que podendo
 
Os estádios foram construídos à peso de ouro
Tem gente que diz que neste meio há muita marmelada
Ingressos sendo vendidos à preços astronômicos
Dirigentes com caras de irônicos
Atletas com energia de biotônicos
 
Esta copa é puro negócio de bilhões
Dinheiro gasto a caminhões
Rostos dos brasileiros abismados
Rotulados de bobalhões
 
Política e ambição
Com casamento consumado
Senso de ética esquartejado
 
Enquando o povo sua a camisa na labuta
A impunidade se faz absoluta
Por toda parte agora
Se coloca uma escuta
 
Turistas aos montes chegando
Bandeiras tremulando
Torcedores com o coração palpitando
Bolas rolando
Os craques se achando
Todos os times a Copa cobiçando
Comentaristas especulando
 
A abertura da Copa
Custou milhões
Mas o resultado parecia
Coisa de gente sem tostões
Cerimônia com aparência barata
Como se o Brasil estivesse tão pobre pedindo concordata
Enfeites pirata
Coisa de rainha da sucata
 
Enquanto isto...
 
Políticos se refestalando
Instituições esportivas o dinheiro torrando
Cofres nos paraísos fiscais abarrotando
Curruptos no crime se doutorando
Os pobres quase vegetando
Imprensa internacional o Brasil esculhambando
Protestantes nas ruas apanhando
Saúde e Educação agonizando
 
E eu
Sobre o resultado nas urnas
Em outubro 
Conjecturando
 
-Simone-

CASINHAS COLORIDAS...


 
Cada casa era uma ilha
Uma estória diferente
Cada uma com sua cor
E com particular humor
 
Algumas tinham flores nas janelas
Umas ricas, outras singelas
Umas pareciam vindas de contos de Cinderelas
 
O que acontecia em cada casa
Poderia virar conto de livro
Umas davam à imaginação asa
Outras eram complicadas como projetos da NASA
 
As casas tristes
Tinham seus alicerces tortos
As cores desbotadas
Paredes descascadas
Sentiam-se mal amadas
Viviam com dores e caladas
 
As casas felizes
Estavam sempre em festa
Cores reluzentes
Viviam cheias de pretendentes
Ficavam cantarolando
Para tentar espantar, das tristes, o pranto
 
Eram todas amigas
Bem vividas
Comprimidas
Algumas desiludidas
Outras bem resolvidas
 
O vilarejo das casas coloridas
Era um mundo a parte
Parecia um conjunto de obras de arte
Cada qual uma caixinha de surpresas
Algumas cheias de defesas
Outras com perfume de framboezas
 
-Simone-