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JANELAS...


Janelas abertas
São o portal que conecta o mundo de dentro com o mundo de fora
São olhos e ouvidos
Sonhos debruçam-se nelas 
Palanque de onde se vê o tempo passar
A vida se desdobrar em milhares e milhares de momentos...

Janelas permanentemente fechadas
São silêncio de um sepulcro
O despedir-se para o real existir
Boas-vindas para a solidão
Que nem sempre se deseja

Janelas com senhoras singelas
Que vivem na urgência de à tudo registrar como memória para a posteridade
Janelas com crianças levadas
Que gostam de viver mergulhadas em travessuras sem fim
Janelas com a juventude romântica
Trocando olhares furtivos e sorrisos promissores

Janelas são molduras
Que fazem as pessoas que aparecem nelas
 Retratos

O abrir de janela
Todos os dias de manhã 
É um convite para abraçar uma vida nova
Em cores, perfumes, formas, ruídos e surpresas

O fechar de janela
Nos fins de tarde
É o repouso necessário
Diante da dinâmica apressada da vida
A privacidade com a noite que chega

Um dia de ventania
O primeiro emissário das tempestades
Faz as janelas se debaterem em desespero
O fechar de janela nestas ocasiões
Anuncia a busca de abrigo
O respeito pelo poder da Natureza
Que pode ser avassalador

Janelas falam e calam
Podem ser libertação e clausura
Felicidade e amargura
Realidade pura
Esperança e, até mesmo, cura!

-Simone-

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