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ROMPENDO TEMPOS...


A última porta que se fechou
Ecoou solidão
Silenciou o que passou
Por detrás de seus domínios

Agora estou aqui
Para um novo mundo
Como um artista sentado
Em frente a uma tela branca
Tentando concatenar idéias
Sempre com aquela teimosa dúvida sobre meu talento

Para trás ficam as certezas
Para frente está o mistério
Que o desconhecido
O não vivido
 Trazem

É um misto de apreensão
Com um desejo impetuoso de abraçar o espírito
Do desbravador

Me pergunto
Quais são os sete mares
Que me aguardam...

Sei que não vão esperar
Até que eu vire o comandante do navio
Vão me pegar ainda marinheira
Senão já náufraga
De outras viagens

Mas tenho a memória
De algumas âncoras que finquei
E onde não quero mais ancorar
Ou fazer morada

Quero ser mais livre
Para me aventurar em novas correntes
Descobrir novos horizontes
Mas atracar em portos...bem...
Só se necessário

Só mesmo se o acaso seduzir-me a perder-me
 Na contemplação de um por-do-sol mais demoradamente
Porque aquele um
Foi diferente dos outros
Me fez querer criar raízes
Em algum lugar...

-Simone Bittencourt-

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